segunda-feira, 6 de maio de 2013

Lua de Mel (parte II): A Poderosa Dubai (3º dia)

Acordamos um pouco mais tarde. Era dia de compras no maior shopping do mundo, o Dubai Mall, onde está o maior aquário do mundo e o maior prédio do mundo também. Ufa, quanta coisa maior do mundo.  Como se não bastasse, nos últimos anos, o shopping é também a atração de compras e lazer mais visitada do mundo, ultrapassando o número de turistas em Nova York. 

A Sheikh Zayed é a avenida principal de Dubai, que liga a cidade até a capital Abu Dhabi, e sempre que iríamos de um ponto ao outro passávamos por lá. O nome foi dado em homenagem ao antigo presidente dos Emirados Árabes, o Sheikh Zayed bin Sultan, que faleceu em 2004. Como sucessor, seu filho Khalifa bin Zayed  passou a ser o governante. E por falar nessas importantes figuras do mundo árabe, por todo lugar estão expostas fotos de seus rostos, inclusive do "dono" de Dubai, o Sheikh Mohammed, demonstrando satisfação do povo com o governo, o que é quase impossível acontecer aqui no Brasil. Imaginem fotos da presidente Dilma e do Lula espalhadas por todo nosso país, em outdoors, hospitais do SUS, hotéis, shoppings...

Quase ganhei um torcicolo tentando tirar foto de alguns prédios. Os maiores e mais importantes arranha-céus de Dubai, como as Emirates Towers e o Burj Dubai, foram construídos nessa avenida. É lá também que passa uma das linhas de metrô de Dubai, que não é subterrânea, mas suspensa e paralela à Sheikh Zayed.




Na foto abaixo podemos ver a linha de metrô e as Emirates Towers, localizadas no complexo "The Boulevard", que possui jardins, lagos e áreas públicas. Cada torre tem altura de 355 e 309 metros, e delas fazem parte o Emirates Office Tower e o Emirates Towers Hotel, respectivamente.


Chegamos ao shopping. Já que nossos ingressos para a subida ao Burj Kalifa (o prédio) não era para esse dia, resolvemos ficar por conta das compras. São mais de 1200 lojas e 160 estabelecimentos gastronômicos, entre eles o sofisticado Armani Café, estacionamento para 14.000 carros, 22 salas de cinema e uma pista de patinação no gelo de tamanho olímpico. Todas as grifes que você imaginar estão no Dubai Mall: Dior, Chanel, Louis Vuitton, Donna Karan, Roberto Cavalli, Gucci, Hermes, Armani, Michael Kors, Elie Saab, Victoria's Secret e muito mais, além das queridinhas Galeries Lafayette e Bloomigdales. Nem se você ficar o dia inteiro andando, como nós fizemos, vai conseguir conhecer tudo. É quase uma cidade, com 1,2 milhão de metros quadrados de área total (o equivalente a 50 campos de futebol). 

O Armani Café é o preferido dos árabes endinheirados, que sentam e tomam chás, enquanto suas esposas fazem compras de valores astronômicos. E isso ocorre o dia todo, inclusive durante a semana, já que são ricos e não precisam trabalhar. Há quem faça isso para eles.

Nas lojas de grife o entra e sai é constante. Eles de branco e elas cobertas de preto (roupa típica chamada abaya), cheias de sacolas com bolsas e sapatos, afinal são os acessórios que mais aparecem e contrastam com a roupa escura. 

Armani Café





Já sabia onde iríamos almoçar. Não poderíamos deixar de nos render às delícias asiáticas. O Noodle House é um restaurante muito elogiado e possui seis unidades em Dubai. A especialidade são os diversos tipos de macarrão do sudeste asiático. Somente tome cuidado com a dosagem de pimenta, que é tradição na culinária. O cardápio informa qual o nível do tempero em cada prato, através de pimentinhas desenhadas. Uma ou duas delas aparecem ao lado da descrição do prato e somente uma já é suficiente para o sabor estar bem ardidinho.

Para entrada pedimos os famosos rolinhos primavera. Foram os melhores que já comi e acho que nunca vou experimentar um igual no Brasil. Sequinhos, bem recheados e com um molho delicioso. O drink de frutas, logicamente sem álcool, estava refrescante e saboroso.


Meu pedido foi o Shanghai Noodles com filé mignon, sem pimenta. Muito gostoso e sem frescuras. Preço do prato: R$ 33,00. Quem disse que em Dubai tudo é caro? É possível sim fazer uma boa refeição a preço justo, exceto nos hotéis...


Túlio foi de Singapore Noodles, bifum com camarões. Ao lado da descrição do prato, uma pimentinha. Vixe...estava bom, mas ardia pra caramba!


Depois fomos conhecer "A Cascata", uma espécie de fonte sobre a qual mergulhadores prateados dão a impressão que estão pulando do alto de uma cachoeira em direção à água, elemento este muito valorizado em meio a um verdadeiro deserto árabe.



Dentro do shopping há também um mercado, o The Souk, que vende produtos típicos árabes.


Após um longo dia no Dubai Mall, a noite nos reservava uma visita a um dos hotéis mais famosos e luxuosos, o Burj al Arab. Localizado sobre uma ilha artificial, o único 7 estrelas do mundo tem silhueta em forma de vela, detalhes em ouro e é um dos símbolos da Dubai moderna. Muitos dizem que sua decoração é de gosto duvidoso, mas na verdade, o que se tem ali é uma demostração de muito luxo, conforto e exagero, do jeito que os árabes gostam. Se é brega ou não, depende do ponto de vista de cada um. Quem não adoraria hospedar-se em um hotel "brega" como esse?



Para conhecer é preciso estar hospedado ou reservar um dos seus restaurantes. Optamos por tomar um drink no SkyView Bar, um ambiente mais descontraído, localizado no 27º andar. Clique aqui para mais informações e reservas de mesa. Para os restaurantes acesse aqui

Ao chegar, alguns Rolls Royce estacionados em frente ao hotel chamaram a atenção. É que os hóspedes podem solicitar o serviço de motorista nesse carro ou até mesmo em helicóptero ou iate.

Rolls Royce
No hall de entrada avisamos ao funcionário que nos recepcionou sobre nossa reserva. O enorme tapete, a fonte atrás de um sofá vermelho e dois aquários gigantes nas laterais compunham o primeiro visual.



Ao subirmos pela escada rolante lateral, olhei para cima e fiquei extasiada com o arranjo arquitetônico. Todos os andares podiam ser vistos dali. E para o conforto dos hóspedes, cada piso possui uma recepção própria para check in e check out.

São 202 suítes duplex, de 170 a 780 metros quadrados, com vista para Dubai e Golfo Pérsico. Além de sala de jantar e estar, cada suíte possui menu de travesseiros com 13 modelos, escritório completo, amenities Hermes, jacuzzi com menu de banho, bar privado e muito mais. A mais luxuosa suíte supera a extravagância com seus 780 metros quadrados e capacidade para 4 adultos e 2 crianças. Há elevador e cinema exclusivos.

O hotel disponibiliza, além de uma verdadeira estância termal com dois andares de tratamentos estéticos e relaxantes, mordomos altamente treinados, que oferecem serviços exclusivos 24 horas por dia, podendo até mesmo preparar seu banho com óleos aromáticos. Realmente, no Burj al Arab não há limites para o luxo...





Ao chegarmos no 27º andar, antes da entrar no SkyView, uma recepcionista checou nossa reserva, pedindo que aguardássemos até que uma hostess chegasse para nos acompanhar até a mesa. Esperamos um pouquinho e logo veio uma simpática italiana. Alegre, educada e falante. Nada de formalidades extremas, pelo contrário, conversou sobre a admiração que tem pelo Brasil e pelos brasileiros.

Elevador

Entrada do moderno SkyView
200 metros acima do nível do mar, entramos no SkyView ao belíssimo som de um piano e com uma vista incrível da cidade, já que o bar é cercado por vidro, do chão ao teto. O traje casual sugeria camisa social para os homens e vestido (nada muito curto, por favor, e nem longo, claro) para as mulheres ou uma blusa mais chique.



Teto moderno, com luzes de cores verde e azul
Como cortesia, alguns petiscos foram levados pelo garçom até a mesa. No menu, uma vasta opção de drinks e coquetéis criativos foram um convite para matar a sede. Com apenas dois já conseguiria alcançar a consumação mínima de AED250 ou R$ 150,00, por pessoa.

Apesar dos valores salgadinhos, foi uma experiência super válida. Além da possibilidade de conhecer o interior do Burj al Arab, passamos horas muito agradáveis em um bar lindo, sofisticado e descontraído ao mesmo tempo, sem as frescuras dos restaurantes e com direito a uma vista incrível da cidade.








Depois de um programa inesquecível no Burj al Arab partimos em direção ao Buddha Bar, localizado na Dubai Marina, mais precisamente no hotel Grosvenor House. Estava enlouquecida para conhecê-lo, e essa noite seria a única oportunidade. 

O Buddha Bar é um mix de restaurante e bar. Logo na entrada há uma lojinha de produtos, entre eles os cds são os mais cobiçados. Lá dentro, vermelho e dourado prevalecem como cores dominantes, tanto na iluminação quanto nos objetos. A área das mesas de jantar é impressionante, com suntuosos lustres em vermelho e dourado e a estátua, com 4 metros de altura, do mestre do budismo, o Buddha. Na lateral, as grandes vidraças, de 20 metros de altura, oferecem vista para a Marina. Tudo isso ao som de músicas sensuais estilo chill-out. O cardápio oferece pratos inspirados na Tailândia, China e Japão, com ingredientes frescos e sazonais da Arábia.

Ao lado, o animado ambiente do bar, com mesas compridas e bancos no balcão de drinks, é o local mais disputado. No dia estava cheio, mas nada insuportável. Foi ali que aproveitamos o fim de uma noite especial em Dubai. 


Hotel Grosvenor House


Ainda no primeiro andar, há áreas privadas de jantar como se fossem cabines em estilo oriental.

Área privada para jantar

No segundo piso estão localizados o mezanino e o lounge, com mesas e sofás com decoração oriental. Dali podemos ver o transitar das pessoas no primeiro piso.



Horário de funcionamento: Todos os dias de 20:00hs às 02:00hs, exceto as quintas e sextas em que o horário é até às 03:00hs

Até a próxima!

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