quinta-feira, 24 de maio de 2012

Rapidinha em Londres


Olá!! Hoje dividirei com vocês as belezas de Londres. Minha passagem nessa cidade linda e multicultural foi bem rápida. Apenas um dia e uma noite, ou melhor, metade de uma noite, pois acordamos às quatro da manhã para pegarmos o metrô até o aeroporto de Heathrow, rumo à Veneza.

Estávamos em Paris, e para Londres seria um pulo de Eurostar com o trem bala que atravessa o Canal da Mancha. Apesar de sabermos que tudo seria corrido, a tentação de sentirmos o gostinho da metrópole britânica era maior e, assim, abrimos mão de uma noite a mais na capital francesa. Após passarmos pela imigração e apresentarmos alguns documentos, como comprovação de hospedagem e passagem de volta, partimos da estação Gare du North, em Paris, e duas horas depois chegamos à estação St. Pancreas. Viagem tranquila. O trem era confortável e possuía lanchonete.

Bom, não tivemos experiência em hotel porque nos hospedamos na casa de uma prima minha, que mora lá há alguns anos. Depois de deixarmos as malas em casa, hora de explorarmos a cidade ao máximo. Tenho certeza que se não fosse a Nídia não conheceríamos tanta coisa em apenas um dia. Apesar de ter levado meu roteiro pronto, ela já sabia todo o caminho que iríamos percorrer. E melhor, fizemos tudo a pé!

A primeira parada foi no More London, um complexo que inclui a sede da prefeitura (City Hall), um anfiteatro chamado The Scoop, blocos de escritórios, lojas, restaurantes, cafés, e uma área ao ar livre que contém esculturas e fontes iluminadas. De More London Riverside, uma das áreas do complexo, avistamos a famosíssima Tower Bridge, construída sobre o Rio Tâmisa em 1894. Por permitir a passagem de embarcações altas, as básculas da ponte são levantadas (ponte-báscula) através de sistema eletrônico que substituiu as antigas máquinas a vapor. Nesse momento, o tráfego é interrompido por um aviso sonoro. Para chegar até a Tower Bridge, a estação de metrô mais próxima é a Tower Hill.

É possível saber um pouco mais sobre a sua história, visitando a exposição permanente na Tower Bridge Exhibition. Para compra de tickets clique aqui.

Tower Bridge vista de More London Riverside


Dali, é possível avistarmos o navio HMS Belfast, ancorado permanentemente no Rio Tâmisa. Pertencente à Marinha Real Britânica, a poderosa embarcação, utilizada durante a Segunda Guerra Mundial, foi adaptada e transformou-se em um dos três Museus Imperiais de Guerra localizados em Londres. Os outros dois são o Churchill War Rooms e o Imperial War Museum.

Belfast
Após a visita à Tower Bridge, pausa para um lanchinho no Starbucks Coffee. Mais alguns passos e chegamos à St Katharine Docks, uma luxuosa marina de 42.500 metros quadrados, composta por lojas, prédios residenciais de luxo, como o Ivory House, e bons restaurantes. Ali, estão estacionadas embarcações privadas que partem para o Rio Tâmisa.







Próxima atração: Tower of London, ou Torre de Londres, fundada em 1078. Lá estão guardadas, desde 1303, as Jóias da Coroa, patrimônio mundial da Unesco.

É comum a presença dos corvos, que são considerados os guardiões da Torre. O "Ravenmaster", um oficial da Casa Real, tem exclusivamente a função de tratar dessas aves.


E, logo em frente à torre, imaginem vocês que ostras e champagne eram vendidos em uma barraquinha! Só na Europa mesmo!

Barraquinha de ostras e champagne na porta da Torre de Londres.

Tower of London, composta de 20 torres.
Caminhando em volta da Tower of London, podemos observar o Swiss Re, que abriga a empresa de mesmo nome. O prédio em forma de bala, popularmente apelidado de Gherkin (pepino), está localizado no coração da cidade, e sua construção é consagrada como um dos edifícios mais populares da Londres moderna. O Swiss Re é, desde 2004, o primeiro edifício verde, seguindo o fluxo de energia compatível com o meio ambiente, pois economiza até 40% de energia do ar condicionado, graças ao seu design único. Seu formato soluciona dois problemas principais: a estrutura (o peso do edifício é dividido) e o problema das cargas de vento, o qual aumenta sua velocidade em altas altitudes. Finalmente, o vidro transparente gera espaços totalmente iluminados.

Ao fundo, o Swiss Re.

Após atravessarmos o Rio Tâmisa pela intessante ponte Hungerford, fomos em direção a um dos cartões-postais de Londres: London Eye, a famosa e maior roda-gigante da Europa, composta de 32 cápsulas, que proporcionam uma belíssima vista! Para chegar até lá, as estações de metrô mais próximas são Waterloo e Westminster.

Hungerford Bridge

A fila era proporcional ao tamanho da atração. Não tínhamos muito tempo. Restou  um stop na loja de souvenier, em frente, para umas comprinhas.

Bom, existem vários tipos de tickets que você pode comprar para o passeio na London Eye. Desde os mais básicos até aqueles que incluem champagne, degustação de vinhos ou chá da tarde. Para maiores informações clique aqui. Imagino que o fim da tarde, ao pôr do sol, deva ser o melhor horário, pois você tem a oportunidade de avistar a cidade quando as luzes começarem a se acender.




Caminhando mais um pouco, chegamos a uma construção incrível e histórica de Londres: o Palácio de Westminster, também chamado de Casas do Parlamento. Mais de 1000 salas, 100 escadarias e 5 km de corredores compõem um dos dos maiores Parlamentos do mundo! Em estilo gótico, o palácio abriga diversas torres. A mais famosa delas é a Torre do Relógio, popularmente conhecida como "Big Ben", a qual mede 96 metros de altura. O relógio pertencente a ela tem o nome de "Grande Relógio de Westminster". Apesar de todo o conjunto ser conhecido como "Big Ben", esse termo refere-se apenas a um dos cinco sinos da torre, que toca a cada hora e é o terceiro sino mais pesado da Inglaterra.

Palácio de Westminster, principal residência dos monarcas ingleses na Idade Medieval.
Em estilo gótico, o palácio foi construído originalmente de pedras de calcário.

"Big Ben"
Logo após, atravessamos a rua em direção à igreja mais importante de Londres, a Abadia de Westminster.

O típico táxi inglês, chamado de cab
Construída entre os anos de 1045 e 1050, a igreja, em estilo gótico, é o local de coroação do Monarca do Reino Unido e foi palco de casamentos reais, como do Príncipe Willian com Kate Middleton.




Na abadia, onde 17 monarcas estão sepultados, há mais de 3.000 túmulos de personalidades do meio científico e cultural da Inglaterra, como Issac Newton e Charles Darwin. Assim, a abadia foi convertida em um mausoléu nacional.

Na entrada norte, acima da porta, a estátua de Maria segurando o menino Jesus.
Para saber os horários de visitação da abadia clique aqui. Para valores clique aqui.

Mais caminhada pelas lindas ruas de Londres. Dessa vez, em direção ao St Jame's Park.


St Jame's Park faz parte de um dos nove parques reais ("Royal Parks") e, além de mais antigo, foi o primeiro a ser aberto ao público. Em estilo romântico, é um dos mais visitados da Europa. Horário de abertura: 05:00hs às 00:00hs, todos os dias.

Entrada
Localizado no coração da Londres histórica, a uma curta distância a pé dos palácios St James, Westminster e Buckingham, o parque abriga uma variedade de espécies de fauna e flora, além do lago, que possui 15 espécies de aves aquáticas.

Hora da refeição dos esquilos. Fofo!

A elegância do Pelicano

Antes de deixarmos o parque, uma surpresa: o memorial da Princesa Diana ou "memorial walk", anexado ao chão.



Informações sobre a troca da guarda no Palácio de Buckingham

Pausa para uma das maiores atrações: o Palácio de Buckingham, peça central da Monarquia Constititucional Britânica.

O Palácio serviu como residência oficial dos soberanos desde 1837 e hoje é a sede administrativa do Monarca, onde também acontecem eventos, cerimônias reais e recepções oficiais. As Salas de Estado estão abertas aos visitantes a cada ano, bem como a exposição da coleção real, que inclui jóias e outros tesouros. Para obter informações, visite o site da Royal Collection.

Buckingham Palace State Rooms
Salas de Estado: http://www.royalcollection.org.uk
Atenção para quem vai a Londres durante as Olimpíadas. O Palácio fechará dia 9 de julho e só reabrirá para o público no dia primeiro de agosto. Em 7 de outubro fechará novamente.

Com 77.000 metros quatrados e 775 cômodos, incluindo 19 salas de Estado, 52 quartos reais e de hóspedes, 188 quartos para a equipe, 92 escritórios e 78 banheiros, o edifício possui 108 metros de comprimento e 24 metros de altura.


Em frente aos portões principais do Palácio, está o Memorial Vitória, em homenagem à Rainha Vitória, cujo reinado, de 63 anos, foi o mais longo, conhecido como Era Vitoriana.

Memorial Vitória

A troca da guarda, cerimônia de substituição dos guardas que protegem os palácios reais, acontece diariamente entre maio e julho, tanto no Palácio de Buckingham (às 11:30 hs) quanto no Castelo de Windsor (às 11:00 hs), sendo que nesse último não há a cerimônia aos domingos. Nos outros meses, ela acontece em dias alternados. 

 

Guarda sem "bearskin", o famoso chapéu preto de pele de urso.

Portões do Palácio



Caminhando na Piccadilly Street, tivemos a sorte de encontrar o antigo modelo do ônibus vermelho (Routemaster), símbolo da cidade. Digo sorte porque quase nenhum circula mais pela cidade. Hoje uma nova versão, moderna, ecológica e eficiente, substituiu os tradicionais. 

Se você quiser experimentar o antigo ainda é possível pela rota 9 e 15 heritage:

Routmaster
Rota 9 Heritage:
Kensington High Street Addison Road
High Street Kensington Station
Royal Albert Hall
Knightsbridge Station
Hyde Park Corner Station
Green Park Station
Piccadilly Circus Station
Trafalgar Square

Rota 15 Heritage:
Tower Hill Station
Cannon Street Station
Mansion House Station
St Paul’s Churchyard
City Thameslink Station
Aldwych
Charing Cross Station
Trafalgar Square



Mais adiante a Burllington House, abriga a Academia Real Inglesa e cinco Associações Acadêmicas: Sociedade Geológica de Londres, Sociedade Linneana de Londres, Real Sociedade Astronômica, Sociedade de Antiquários de Londres, Real Sociedade de Química.

Burllington House

Ainda em Picadilly Street, pausa para namorar a vitrine do Caffe Concerto. O cardápio inclui sanduíches, saladas, doces, tortas e drinks variados com café e chocolate. O estabelecimento confeciona bolos para todas as ocasiões, inclusive para casamentos.


Hora de repor as energias! Fomos ao Gaucho Piccadilly, um dos inúmeros restaurantes da rede Gaucho (especializada em carnes argentinas) espalhados pela cidade, e agora com nova unidade em Dubai. Paredes e estofados escuros, cadeiras de estampa animal e lustres imponentes compõem a sofisticada decoração do restaurante, cujo proprietário é argentino. Não me recordo que carne pedimos, mas imagino que tenha sido chorizo. O molho foi de cogumelos e o acompanhamento batatas doces fritas. Tudo delicioso!


Saindo de lá, fomos conhecer um dos locais mais movimentados da capital britânica, a Piccadilly Circus. A famosa praça, onde se cruzam quatro ruas (Regent's Street, Shaftesbury Avenue, Piccadilly e Haymarket), é rodeada de atrações turísticas, como a estátua de Eros, bares, restaurantes, teatros, lojas.

Os outdoors luminosos do prédio de esquina, na foto abaixo, fazem parte do visual há muitos anos.



É lá que encontramos também a Calçada da Fama, onde muitas celebridades deixam suas mãos registradas.



Por fim, fechamos a noite no Covent Garden, o bairro onde há maior concentração de pubs, com mais de 60 deles, incluindo os bares, além de 13 teatros. O pequeno Lamb and Flag é o mais antigo pub da região, cujo alvará de funcionamente é de 1623. Acesse aqui e saiba quais são os 10 melhores pubs de Londres, de acordo com o The Guardian.

É constante a apresentação de artistas de rua pela região, principalmente nas redondezas do mercado.


Em frente ao mercado de Covent Garden


Termino por aqui minha passagem por Londres, essa cidade que transborda história, cultura, diversidade racial, gastronomia, entretenimento. É um destino completo, que fica com gostinho de repeteco. Deixamos muitas atrações para trás, como o famoso Tate Modern, e, portanto, sugiro pelo menos uns 5 dias por lá.

Aguardem mais informações sobre Londres.

Até a próxima!

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