segunda-feira, 7 de abril de 2014

A cidade de Fribourg e o estilo de vida suíço


Fribourg é uma charmosa cidade da Suíça, pertencente à parte francesa do país e distante apenas 25 minutos de trem, partindo de Berna. Nos dois primeiros dias de viagem fizemos dela nosso ponto de apoio. Inicialmente ficaríamos em Berna, mas minha prima Renata, que mora em Fribourg, fez o convite e, logicamente, não resistimos. Foi uma hospedagem muito agradável. Vivemos de perto o dia a dia de quem mora lá, descobrindo coisas sobre o país que não saberíamos se estivéssemos em um hotel. 

A bela Fribourg - Cidade velha, panorama do Belvedere.

Partimos de Belo Horizonte de Tap até Lisboa. Lá passamos pela imigração e, pouco depois, partimos para Zurich, também de Tap. O serviço da companhia foi bom e satisfatório. Chegamos no aeroporto de Zurich, encontramos com o marido da Rê, e pegamos o trem para Fribourg, com duração de 1 hora e 40 minutos, aproximadamente.

Estação de trem do aeroporto


Os trens da Suíça são extremamente pontuais e confortáveis. Alguns possuem dois andares, como o que pegamos pela primeira vez, e todos oferecem serviço de bar. O funcionário juntamente com um carrinho de bebidas e lanches rápidos circula durante o trajeto, oferecendo os produtos. Para se ter uma ideia, o preço de uma garrafinha de água era de 5 francos (em torno de 14 reais).



A Suíça é fantástica, bem como o estilo de vida que os moradores levam. Você não consegue distinguir quem tem mais ou menos dinheiro porque todo mundo tem acesso a tudo. Todos andam de metrô, de ônibus, consomem as mesmas coisas. A qualidade de vida está a "anos luz" na frente da nossa, infelizmente, e confesso que, ao voltar para o Brasil, fiquei bem desanimada com tudo isso que passamos por aqui. O sistema de transporte, não só da Suíça, mas da Europa de um modo geral, é admirável. Carro por lá é desnecessário, e utilizamos táxi apenas em Zurich, no trajeto estação de trem/hotel, e em Zermatt também da mesma forma, por conta das bagagens.

Além do mais, o povo da Suíça é bastante educado, cordial, simpático e elegante. Contudo, mais reservado. Notei também que, apesar de pães, queijos e chocolates divinos, a população consome com mais frequência alimentos saudáveis, e estes são de alta qualidade. Fomos algumas vezes no supermercado Coop (uma grande rede suíça) e observamos que não só as hortaliças e frutas, mas todos os produtos, parecem ter sido escolhidos a dedo antes de ir para as prateleiras. Há muitos produtos orgânicos também que não são caros como aqui no Brasil. Quanto às carnes, estas são pouco consumidas devido ao preço, que é bem salgado.

O custo de vida é alto, mas os salários são muito bons, o sistema de saúde é um dos melhores do mundo e podemos andar nas ruas livremente, sem preocuparmos com falta de segurança. 

Bom, não tivemos tempo de conhecer Fribourg porque no primeiro dia chegamos no fim da tarde cansados, depois de um voo BH/Lisboa/Zurich mais trem de Zurich/Fribourg por 1 hora e meia. A Rê e o Brau colocaram na mesa pra gente queijos, presuntos e um típico aperitivo alpino, a carne seca, que se parece com um presunto em fatias de cor mais forte e sabor diferente (muito bom!). Apresentaram-nos também a sobremesa que os suíços mais comem, à base de creme de queijo Gruyère (como se fosse um creme de leite bem cremoso, mas bem mais gostoso), merengue (tipo um suspiro) e frutas vermelhas. Simplesmente de comer rezando!


Delícias suíças!
No dia seguinte fomos até Berna, pela manhã, e depois Gruyères conhecer de perto a fabricação do queijo de mesmo nome, que é tão apreciado pelos suíços. 

Não foi possível conhecer Fribourg como gostaríamos. Os principais locais históricos localizam-se nas proximidades da catedral gótica St Nicolas, no centro antigo. Caminhando pelos arredores você encontra o Museu de Arte e História de Fribourg, a Basílica Notre- Dame e o Espaço Jean Tinquely - Niki de St Phalle, que expõe obras do artista Jean Tinquely, um dos fundadores do Novo Realismo, e de sua esposa, Niki de St Phalle. Com estrutura de madeira, a Ponte de Bern, sobre o rio Sarine, leva até a Place des Forgerons, local onde há vestígios de fortificações e uma fonte renascentista.

Outras construções interessantes são a Câmara Municipal (chamada de Hôtel de Ville), juntamente com a torre do relógio e a escadaria. Logo ao lado, está a Maison de Ville, uma casa barroca projetada por Hans Fasel e construída no século XVIII. 

Centro antigo de Fribourg


Vista do Boulevard de Pérolles
Rio Sarine

























Aguarde a próxima postagem sobre a Suíça: Berna.

Até lá!

B.Jus

6 comentários:

  1. Oi, Fabiana. Tudo bem? :D

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie - Boia

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  2. Oi Boia! Tudo ótimo! Obrigada mais uma vez pela credibilidade! Até a próxima!

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  3. Oi Fabiana, meu marido está indo estudar em Fribourg e estamos um pouco preocupados com a vida por lá. Vi que vc tem uma prima brasileira que mora lá, tem como vc me passar o contato dela? Gostaríamos de obter mais informações sobre a cidade, aluguel, clima, etc.
    Segue meu email: dgoulart31@gmail.com
    Obrigada!
    Paula

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    Respostas
    1. Olá, Paula. Podemos conversar sobre isso por email. Envie esta mensagem para mim no endereço fabifmo@yahoo.com.br
      Abs

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    2. Olá Paula,
      Meu esposo e eu temos muito interesse em ir estudar em Fribourg, e gostaria de saber se o seu marido conseguiu ir. Se sim, você poderia me ajudar com umas dúvidas sobre o processo? Seria de grande ajuda?
      Meu e-mail é: alyssasr@hotmail.com
      Muito obrigada.
      Alyssa

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  4. Amei seu post, muito interessante e bem dentro da realidade. Gostaria de mais informações sobre está cidade.
    Abs. Viviane

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