domingo, 26 de abril de 2015

A riqueza de Abu Dhabi: primeira parte

Finalmente chegou o dia de dividir com vocês nossa experiência em uma das capitais mais ricas do mundo. Abu Dhabi é cenário de edifícios ultra modernos projetados pelos melhores arquitetos e um oásis de segurança, onde a criminalidade é raríssima. É lá que está a cidade do futuro Masdar City, o luxuoso Emirates Palace e a Yas Island, uma ilha impressionante que abrange o Parque da Ferrari, o circuito de Fórmula 1 e o moderno hotel Yas Viceroy. Conhecemos tudo isso e aos poucos contaremos detalhadamente nossa experiência.

Nossa chegada até lá foi um pouco complicada. Explico. Nos Emirados Árabes é preciso um visto para cada entrada no país. Não é como nos Estados Unidos, em que o mesmo é válido por 10 anos e você pode entrar e sair quantas vezes quiser, logicamente com limite de permanência.

Contratamos uma agência de turismo para realizar todo o procedimento de visto, que pode ser providenciado também pela companhia aérea Emirates ou pelo hotel. Como voamos de Lufthansa, por garantia achamos melhor contratar a agência. O problema é que a própria agência estava desinformada a respeito do visto, mas só fomos saber disso quando nos impediram de entrar em Dubai, na nossa segunda entrada. O roteiro da nossa viagem foi Frankfurt/Dubai/Maldivas/Abu Dhabi e, portanto, entramos duas vezes no país. Na volta Maldivas/Abu Dhabi, ao desembarcarmos no aeroporto de Dubai (onde pegaríamos um ônibus da Emirates para Abu Dhabi) e passarmos pela imigração fomos barrados porque não tínhamos o segundo visto. Nesse momento quase entrei em pânico.

Fomos até um guichê da Emirates e nos informaram que poderíamos comprar um visto de trânsito válido somente por 4 dias. Como nossa estadia em Abu Dhabi duraria 5 dias, teríamos que deixar o país antes da meia-noite, ou seja, deveríamos passar pela imigração antes desse horário e esperar na sala de embarque até o horário do voo, que era no início da manhã. No fim deu tudo certo, e depois da viagem ajuizamos ação contra a agência, que foi condenada a nos indenizar por danos morais e materiais.

Bom, mas vamos ao que interessa nesta postagem, a capital dos Emirados e seus encantos. Realmente é uma cidade de outro mundo, assim como Dubai. Enquanto a primeira é mais conservadora, Dubai é mais descontraída até porque nesta última os estrangeiros são a maioria.

Nas três primeiras noites hospedamos no conceituado Shangri-La, localizado no Qaryat Al Beri. Em estilo árabe moderno, o hotel faz parte de um complexo que inclui praia privativa, spa e souk, onde o hóspede pode passear de abra, um barco típico, deslocando-se de um ponto ao outro. Já nas outras duas noites hospedamos no moderno Yas Viceroy, para ficarmos pertinho de grandes atrações, como o Parque da Ferrari.

O belíssimo hotel
Fomos recebidos com tâmaras e café. No ato do check-in a gerente Mariana, uma brasileira de São Paulo super simpática, nos atendeu perfeitamente e nos presenteou com um lindo buquê de rosas e docinhos árabes. Um mimo!



Em estilo árabe sofisticado o quarto era encantador, a começar pelo hall de entrada, onde duas lindas luminárias em forma de tochas refletiam luzes na parede. 

Entrada do quarto
Todos os dias a camareira deixava água, bombons e bilhetinho desejando boa estadia. A conta detalhada do nosso consumo poderia ser verificada na tv do quarto por um canal específico. Além destas e outras comodidades, o atendimento de todos os funcionários foi perfeito, caracterizando um cuidado e tratamento dignos de uma realeza.



Da varanda, a vista para o estreito de Abu Dhabi e para a grande mesquita era um dos diferenciais.

Vista para a grande mesquita

Praia privativa
Como o hotel é ligado por uma via navegável, o barco (abra) leva o hóspede a alguns restaurantes, ao spa e ao mercado (souk), onde há diversas lojas que vendem produtos típicos, como tapetes, luminárias, jóias e roupas. O passeio proporciona cenários de jardins impecáveis e uma bela arquitetura árabe.


Hora de embarcar no abra




Durante o passeio



Entrada do Souk



Spa 
As refeições do hotel são um caso à parte. Os restaurantes do Shangri-La oferecem uma gama de cozinhas internacionais: o Shang Palace (chinesa), o Bord Eau (francesa), o Hoi An (vietnamita), o Pearls & Caviar (mediterrânea) e o Sofra BLD (variedade internacional).

No primeiro dia jantamos no vencedor do prêmio de melhor cozinha internacional de Abu Dhabi, o Sofra BLD, que nos impressionou com a diversidade de pratos de todos os cantos do mundo, de comida japonesa à árabe, cascatas de chocolate, dezenas de tipos de doces, além de frutos do mar expostos, escolhidos pelo cliente e feitos na hora por uma equipe que esbanja bom humor. Aberto todos os dias, o restaurante oferece um extenso buffet no café da manhã, almoço e jantar.

Escolha uma dessas delícias


Pratos indianos

A estação de sobremesas era um verdadeiro parque de diversões para os amantes de doces. Tortas, mousses, pavês diversos, chocolates e outras tentações fecharam nosso primeiro jantar em Abu Dhabi. 

Estação de doces

1001 tentações 


E por falar nisso, o café da manhã, servido todos os dias no mesmo restaurante, coloca qualquer outro do mundo no chinelo. Até uma banca com 1001 frutas tinha. Primeiramente, o garçom passava em todas as mesas, oferecendo café árabe, suco de laranja, tâmaras e iogurtes. Em seguida fazíamos um verdadeiro tour no restaurante, onde uma infinidade de itens caracterizava um banquete para inaugurar o dia na capital

Charmoso carrinho com café, tâmaras, iogurte e suco

Mel puríssimo

Estação de queijos, nuts e frutas secas

Salão do Sofra

Variedades de bolinhos e companhia

Estação saudável com legumes, iogurtes, geleias e frutas

A linda banca de frutas!

Diversidade de opções
Além da beleza das dependências do hotel e de refeições memoráveis, o que mais nos impressionou foi a exclusividade e o tratamento dado aos hóspedes. A qualquer momento éramos surpreendidos por funcionários de um profissionalismo e respeito impecáveis. Na piscina, por exemplo, antes mesmo de sentarmos em uma das espreguiçadeiras, um deles estendia uma toalha para cada um e, logo após, levava água e balde com gelo, além de toalhinhas refrescantes para o rosto. Enquanto isso desfrutávamos da piscina com uma vista invejável para a mesquita Sheikh Zayed.



Acho que deu para passar um pouquinho da primeira impressão sobre essa capital que esbanja riqueza e modernidade, mas sem esquecer das tradições e costumes muçulmanos. Aguardem a próxima postagem que será repleta de atrações, incluindo nossa experiência gastronômica em um dos restaurantes do espetacular hotel Emirates Palace!

Até lá!

B.Jus


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